Histórico de saúde familiar: por que manter e como organizar
Saber que o pai teve infarto, que a mãe é diabética e que o avô teve câncer não é curiosidade. É informação que pode salvar sua vida e a dos seus filhos.
Por que o histórico familiar importa
Muitas doenças têm componente genético. Hipertensão, diabetes, câncer de mama, câncer de cólon e doenças cardíacas são mais comuns em quem tem histórico familiar. Saber disso permite ao médico antecipar exames e orientar prevenção muito antes de qualquer sintoma.
O que registrar de cada familiar
- Doenças crônicas: diabetes, hipertensão, colesterol alto, problemas cardíacos.
- Cânceres: tipo e idade em que foram diagnosticados.
- Alergias: a medicamentos, alimentos e materiais.
- Medicações de uso contínuo: nome e dosagem.
- Cirurgias e internações: o que foi feito e quando.
- Vacinas: especialmente doses de reforço e vacinas de adulto.
Como organizar na prática
Crie um perfil para cada familiar: pai, mãe, cônjuge, filhos. Em cada perfil, registre consultas, exames, medicações e vacinas. O ideal é ter tudo em um único lugar acessível pelo celular, para consultar na consulta pediátrica, na emergência ou na viagem.
Quando o histórico familiar salva vidas
Se sua mãe teve câncer de mama antes dos 50, seu médico pode recomendar mamografia antes dos 40. Se seu pai teve infarto cedo, o controle de colesterol precisa ser mais rigoroso. Sem o histórico documentado, essas decisões não são tomadas a tempo.
Atualize uma vez por ano
Reserve um momento no ano para atualizar o histórico de cada familiar. Novas doenças, cirurgias e mudanças de medicação precisam ser registradas. Um histórico desatualizado é quase tão inútil quanto não ter nenhum.
